terça-feira, 5 de junho de 2012

Prestes a lançar novo álbum, Kiko Loureiro toca em Maringá



Os mais conservadores que morram de raiva. Que fiquem em casa, em suas poltronas, maldizendo, contorcidos, as misturas de gêneros musicais. São eles, os tradicionalistas, que apontam e sempre reclamam dos hibridismos. "O pior adversário da arte culta", comenta o antropólogo Néstor García Canclini, "é o músico especializado no barroco que o mescla em suas composições com o jazz e o rock", escreve, num de seus livros.


Na noite maringaense, o hibridismo musical domina a programação desta terça (5), no MPB Bar, com o Kiko Loureiro Trio misturando rock e forró, e de quarta (6) na Casa de Bamba, com as cantoras Júlia Jones, Najara Nogueira e Michele Dourado fundindo samba de raiz com pop rock gringo.

O trio composto Kiko Loureiro (guitarra) e Felipe Andreoli (baixo), integrantes da banda paulistana Angra, traz ainda, na formação, o baterista Marcelo Moreira, em sua segunda apresentação no grupo. Moreira avisa que o show não é apenas de rock ou heavy metal.

Embora carregue dois músicos do Angra, uma das bandas mais importantes de heavy metal do Brasil, o trio tem uma proposta mais eclética, focada na carreira solo de Kiko Loureiro. "O show tem rock, mas tem muitos ritmos da amúsica latina e, também, de ritmos nordestinos, como o forró, o maracatu e o baião. É uma apresentação para os fãs de Angra e para quem gosta de música brasileira, para os fãs de guitarra", comenta o gaúcho Moreira.

Esquenta

O show em Maringá é uma espécie de aquecimento para a turnê no Japão e na Alemanha, em julho e agosto, respectivamente. No treino pré-internacional, há ainda apresentações em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com o baterista, a ideia é lançar o novo álbum - o quarto da carreira solo de Kiko - no Oriente. "O novo CD vai do heavy metal à música latina. É algo novo, diferente do que o Kiko produziu em toda a sua carreira", adianta Moreira.

E, quem diria, não bastassem o som híbrido e a turnê levando o baião, o forró e o rock brazucas ao Japão, é híbrida, também, a produção do álbum, que conta com as baquetas do batera australiano Virgil Donati. "Ele é tido como o melhor do mundo. A bateria dele ajudou a mudar a linguagem do CD", comenta Moreira.

Quem for ao encontro do trio de peso vai ver, a poucos metros, que são tênues os limites entre estilos musicais tão diferentes. E que, dominando bem um instrumento musical, é possível tocar o que der na telha, fazer da música, um laboratório de ciências. "Sabendo trabalhar, é possível tocar e unir qualquer estilo", desmistifica o baterista.

Serão descontraídos, esses dias por aqui. Dias híbridos que mostram os desdobramentos da cultura, a beleza do encontro do sertão profundo com o heavy metal do Angra.

Fonte: odiario

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